| A compra do Estádio Kléber Andrade pelo Governo do Estado pode representar um marco histórico para o futebol capixaba. Aliás, pode iniciar uma fase de evolução para o mesmo. Tudo porque o Estado passaria a ter um estádio próprio e grande (a idéia é de que seja, enfim, concluída a construção das arquibancadas), como a maioria dos Estados brasileiros possui, mesmo os de menor expressão no futebol como Alagoas, Sergipe, Maranhão e, acredite, Acre. Além disso, poderia surgir uma nova fase para o futebol do Rio Branco. Dono da maior torcida do Espírito Santo e detentor do maior número de títulos, o Capa-preta se afundou em uma histórica crise desde que começou a construção do Kléber, nunca concluída. Já são 22 anos sem títulos e o estadual de 1985 está cada vez mais distante. A venda do estádio poderá representar o final das dívidas e o início de uma era próspera.Dessa vez, porém, clube e Governo poderão fechar um acordo histórico. Será um acordo burocrático e cheio de entraves, mas que, quando concluído, iniciará um nova era. Para conseguir as condições exatas para negociar, a diretoria do clube tem de batalhar bastante no dia-a-dia, pois sempre surgem dificuldades. E mais uma delas foi vencida. O Rio Branco conseguiu a certidão negativa do INSS e pode avançar na negociação do estádio com o Governo do Estado. Essa era considerada a mais burocrática de todas as questões, pois dessa forma o Estádio não poderá mais ser penhorado para o pagamento de dívidas. E se encontra, então, quase em condições para ser vendido ao Governo. |